Histórico

O Programa de Pós-Graduação em Educação da UFBA foi criado em 1971, na Faculdade de Educação, com o objetivo de capacitar prioritariamente o pessoal docente das Faculdades de Educação, em nível de Mestrado. O projeto inicial do curso consistia de capacitação em serviço.  Inicialmente inscreveram-se os docentes das Faculdades de Educação de instituições de ensino superior da Bahia, de Sergipe e de Alagoas, com ingresso automático e conclusão do curso no prazo máximo de três anos. O programa contou, inicialmente, com a colaboração de professores estrangeiros visitantes, vinculados ao projeto UNESCO/BRA/70/10 e, em 1972, obteve colaboração do Conselho Britânico. A área de concentração do Curso de Mestrado em Educação, definida em 1972, era Pesquisa Educacional. Em 1975, a área de atuação foi ampliada para Ensino e Ciências Sociais Aplicadas. Esta configuração permaneceu até a reforma curricular realizada entre 1983 e 1987, quando a área de concentração passou a ser Educação Brasileira.

Como desdobramento do desenvolvimento da pós-graduação em Educação da FACED/UFBA, ao longo dos anos 80, começa o processo de planejamento do Curso de Doutorado em Educação, o qual foi implantado em 1992, com base na docência e produção científica, e reconhecido pela Capes em 1995. Em 1993, o PPGE se reestrutura a partir de linhas de pesquisa, fortalecendo a investigação cient processos e demandas que nos chegam. Para atender a dinâmica da produção de conhecimento no mundo contemporâneo, e na FACED em particular, associada à configuração de novos grupos de pesquisa e à mobilidade de professores, ao longo do tempo as linhas de pesquisa do PPGE foram ampliadas e/ou modificadas e, em 2006, o PPGE passa por uma reestruturação curricular, tendo como preocupações fundantes:

  • proporcionar um maior dinamismo na formação proposta;
  • diminuir o tempo de conclusão das dissertações e teses e
  • densificar/estimular a atitude de pesquisa como princípio formativo, bem como uma cultura de produção, para tornar o currículo mais dinâmico e próximo da capacidade dos alunos efetivarem a gestão da sua própria formação com criatividade no seio dos Grupos de Pesquisa, eliminando disciplinas obrigatórias por Linhas de Pesquisa, creditando atividades antes não creditadas, como Projeto de Tese e Projeto de Dissertação, criando novas disciplinas e eliminando outras, reduzindo a creditação mínima para conclusão dos Cursos de Mestrado e Doutorado. Estas ações tiveram o objetivo de acompanhar as mudanças por que passava a sociedade, bem como atender às recomendações propostas nas avaliações da Capes. Tais alterações, efetivadas na matriz curricular, entraram em vigor no Programa a partir do ano de 2007. Em decorrência, e buscando uma maior consistência das linhas, consideradas então, pela Capes, muito dispersas, o PPGE reorganiza suas linhas de pesquisa, ficando as mesmas assim definidas: Currículo e (In)formação; Filosofia, Linguagem e Práxis Pedagógica; Política e Gestão da Educação; Educação, Cultura Corporal e Lazer;

Educação e Diversidade; Educação: História, Trabalho e Sociedade.

A partir de então, projetam-se e organizam-se estudos e mudanças no regimento do Programa, avaliado como defasado em relação aos avanços formativos-curriculares de então. Em 2009, foi aprovada alteração no regimento do Programa, mudando a composição do colegiado, que passou a contar com um representante de cada linha de pesquisa (coordenadores), quatro docentes eleitos diretamente pelo conjunto de professores permanentes, e dois representantes discentes, um doutorando e um mestrando. Tal composição permitiu maior articulação entre o colegiado e as linhas de pesquisa, maior representatividade e participação docente e discente, além de um maior número de professores comprometidos com a gestão política e estratégica, bem como operacional do Programa. Em 2013, em decorrência do desequilíbrio na produção intelectual do corpo docente permanente, que reduzia a média de publicações qualificadas do Programa, foi composta uma comissão externa para proceder avaliação do corpo docente do PPGE. Considerando o parecer dessa comissão externa, o colegiado do Programa decidiu pela realocação de alguns professores que estavam com baixa produção para a categoria colaborador, e em função disso a linha “Educação:

História, Trabalho e Sociedade” foi extinta, sendo os professores realocados em outras linhas. Ainda, em função dessa realocação dos professores, é alterado o nome da linha “Filosofia, Linguagem e Práxis Pedagógica”, que passou a ser denominada “Linguagens, Subjetivações e Práxis Pedagógica”. Desta forma, o PPGE/UFBA, hoje, estrutura-se a partir de cinco linhas de pesquisa:

  1.  Currículo e (In)formação;
  2.  Linguagens, Subjetivações e Práxis Pedagógica;
  3.  Política e Gestão da Educação;
  4.  Educação, Cultura Corporal e Lazer;
  5.  Educação e Diversidade.

Ao longo de sua existência, até 2016, o PPGE formou 819 mestres e 426 doutores, contribuindo prioritariamente para a qualificação de docentes para as universidades do estado da Bahia, bem como de parte da região Nordeste, e também para a formação de profissionais que vêm ocupando cargos dirigentes em órgãos dos sistemas federal, estadual e municipal de ensino. Além disto, citamos a contribuição do Programa na qualificação de docentes pertencentes a outras regiões do país e de países do exterior (particularmente, por conta dos programas de fomento da Capes a estudantes oriundos das Américas e da comunidade de países de língua portuguesa e de convênios entre a Organização dos Estados Americanos e as Universidades brasileiras). Nesse período, também acumulou significativa experiência em matéria de estudos avançados, constituindo-se como um importante centro de pesquisa educacional do Nordeste e do Brasil. O Programa acumula a experiência de duas turmas fora de sede – Minter, realizadas para titular o corpo docente de duas universidades estaduais do interior da Bahia: em 1994 com a Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, e, em 2007, com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB.

A principal meta do Programa é alcançar conceito 5 (cinco) na Avaliação Capes. Para alcançar tal meta, nos últimos anos vem focando suas ações em torno das seguintes questões:

  • aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão existentes e criação de novas diretrizes e ferramentas, com o propósito de melhorar substantivamente os indicadores de desempenho do programa, em sintonia com os critérios de avaliação da Capes;
  • gestão mais participativa, promovendo a integração e a responsabilização de todo o corpo docente pela consolidação do Programa;
  • integração entre docentes e discentes com o propósito de fazer avançar em todos os níveis os indicadores do Programa, tanto quantitativos quanto qualitativos;
  • acompanhamento individualizado dos prazos de conclusão das dissertações e teses,  com prioridade para os casos mais críticos, o que vem contribuindo para uma melhoria significativa no fluxo de entrada e saída de alunos;
  • avaliação dos professores, para recredenciamento docente;
  • organização do marco legal do Programa, com a aprovação de resoluções que tratam das normas para credenciamento, recredenciamento e orientação, exame de qualificação,auxílio a docentes e discentes, em consonância com o documento da área de Educação
  • na Capes;
  • uso de instrumentos normativos, estratégias e apoios para incentivar o aumento da
  • produção docente e discente e, especialmente, a produção comum docente-discente;
  • melhor delimitação do corpo de professores permanentes, a partir de critérios de produção
  • pertinentes;
  • abertura de vagas nos processos seletivos apenas para professores que possuam
  • produção compatíveis com os requisitos exigidos;
  • apoio financeiro aos docentes para participarem de eventos em que tiveram trabalho
  • completo aprovado ou para realizar reuniões científicas;
  • incentivo aos docentes para realizarem pós-doutoramentos ou equivalentes.

No que se refere ao corpo docente do Programa, em 2013, era composto por 35 professores permanentes, 10 colaboradores e um visitante; em 2014, por 34 professores permanentes e 09 colaboradores; em 2015, por 35 professores permanentes e 09 colaboradores; e em 2016, por 34 professores permanentes e 03 colaboradores. Importante destacar que a partir de 2012 começou um processo de aposentadoria de docentes do PPGE, e outros começaram a se preparar para aposentadoria nos anos seguintes. Em 2014, cinco professoras se aposentaram, todos solicitando prorrogação do credenciamento no Programa, via PROPAP (Programa Especial de Participação de Professores Aposentados nas atividades de pesquisa e de ensino de Pós-Graduação, instituído pela UFBA através da Resolução n. 04/96). Em 2015, outros quatro professores se aposentaram, sendo que três solicitaram prorrogação do credenciamento no Programa, via PROPAP, e, em 2016, mais dois professores se aposentaram, tendo um pedido prorrogação do credenciamento. Desta forma, a maioria dos aposentados continuaram a desempenhar suas atividades junto ao Programa, mas alguns sem abrir vagas para acolher novos orientandos, apenas comprometendo-se a finalizar as orientações dos alunos que já estavam sob sua responsabilidade. Como a tendência era que houvesse uma redução no número de docentes do Programa, realizamos sistematicamente um processo de análise de currículo de outros professores da Universidade e de Universidades localizadas no entorno, para detectar professores com perfil para serem credenciados, dentro dos critérios estabelecidos pela área. Essas medidas já estão repercutindo, com o credenciamento de novos professores a partir de 2015.

As aposentadorias e a decisão de abertura de novas vagas apenas para professores que possuem produção compatível com os requisitos exigidos, impactou na oferta de vagas do Programa – das 100 vagas normalmente ofertadas, passou-se a ofertar em torno de 80 vagas a cada processo seletivo. No que diz respeito ao corpo discente, ao término do triênio 2010-2012, estavam regularmente matriculados no Programa, 252 alunos regulares, dos quais, 94 no mestrado e 158 no doutorado; ao final de 2013, o número de alunos regulares era de 259, dos quais, 110 no mestrado e 149 no doutorado; ao final de 2014, o número de alunos regulares era de 167, dos quais, 58 no mestrado e 109 no doutorado; ao final de 2015, o número de alunos regulares era de 137, dos quais, 39 no mestrado e 98 no doutorado; e ao final de 2016, o número de alunos regulares era de 167, dos quais, 63 no mestrado e 104 no doutorado.

Experiências inovadoras de formação Desde 2013, o PPGE vem desenvolvendo atividades para fortalecimento do envolvimento de docentes e discentes no Programa, bem como para o estabelecimento de diálogo entre todos, por entendermos que até então as atividades ficavam muito restritas aos grupos e/ou linhas de pesquisa, sem uma maior articulação entre elas. Dentre as atividades que temos desenvolvido nessa direção está a realização de uma aula inaugural ou um seminário a cada início de semestre, momento em que trazemos pesquisadores reconhecidos para tratar de um tema transversal, que seja de interesse de todos, oportunizando assim um aprofundamento teórico e debate sobre o tema.

Outra atividade que temos desenvolvido, no sentido de integrar discentes e docentes e promover o diálogo entre todos em torno de temas de interesse comum, é a transmissão, pela Rádio Faced Web - https://blog.ufba.br/radiofaced/, de todos os seminários organizados pelo Programa e pelos grupos de pesquisa a ele vinculados, bem como algumas bancas de defesa de tese e de dissertação. A transmissão por rádio web possibilita não apenas ouvir o conteúdo que está sendo transmitido, mas também que aqueles que têm acesso à transmissão possam interagir, via chat, com outros que estejam conectados e também com os que se encontram presentes na sessão do evento. Esta dinâmica, própria dos meios horizontalizados, em rede, oportuniza que docentes e discentes que, por algum motivo (ou por que estão fora de Salvador, realizando suas pesquisas, ou participando de outra atividade, ou ainda aqueles discentes que trabalham em paralelo à realização do curso), não possam se fazer presente ao evento, possam participar do mesmo, interagindo e tendo a possibilidade de ter acesso a seu conteúdo. Também, o arquivo de áudio da transmissão fica disponível no podcast da rádio, com link disponível na página do Programa, podendo ser acessado em qualquer tempo, a partir de qualquer lugar. Outra atividade que procura integrar docentes e discentes, além de dar maior coesão às atividades formativas é o planejamento conjunto entre professores de diferentes turmas de uma mesma atividade ou disciplina obrigatória, buscando superar as práticas formativas fragmentadas e individualizadas que historicamente estão postas na cultura universitária.

Ainda, procuramos apoiar financeiramente e divulgar amplamente os seminários organizados pelos grupos de pesquisa vinculados ao PPGE, para que todos os discentes interessados nas temáticas específicas possam participar e interagir com pesquisadores reconhecidos naquele tema. Outra prática adotada pelo Programa, que contribui para a formação dos pesquisadores, é o apoio financeiro para participação em eventos reconhecidos pela comunidade científica, desde que o pesquisador tenha comunicação de trabalho aprovada. Esta norma foi instituída com o objetivo de qualificar nossa produção científica, integrar nossos pesquisadores com outros grupos do país e do exterior, para que, a partir disso, redes e convênios interinstitucionais possam se estabelecer. Ainda, orientamos para que os trabalhos apresentados em eventos, após debate com os pares, sejam reorganizados e encaminhados para publicação em periódicos. Ainda consideramos como experiência inovadora o desenvolvimento de sistemas digitais para inscrição e seleção de candidatos ao Programa, eliminando, nesse processo, as inscrições presenciais e o encaminhamento de documentos físicos, em papel. Para tanto, por demanda do PPGE, a Universidade desenvolveu um sistema específico para seleção de candidatos à PósGraduação para todos os seus Programas, e que comportasse todas as fases do processo seletivo. O sistema pode ser acessado em https://sipos.ufba.br/. Esta ação é inovadora para os processos formativos porque institui uma outra cultura na Pós-Graduação, em sintonia com o contexto contemporâneo, a cultura de se inserir nos ambientes digitais, aproveitando de todas as suas potencialidades para o desenvolvimento de processos mais ágeis e horizontalizados, bem como para a promoção de familiaridade com esse contexto, desenvolvendo entre professores e alunos, desde o processo de chegada ao Programa, a chamada “inclusão digital”.

Ensino a Distância O PPGE não contempla atividades de ensino a distância em sua matriz curricular. No entanto, alguns docentes utilizam os ambientes Moodle ou Schoology, bem como grupos de discussões em redes sociais (como o facebook), como desencadeador e suporte das aulas presenciais, por desenvolverem práticas que se enquadram na Educação Online. Também, o PPGE tem utilizado os canais de comunicação – webconferência, videoconferência - para a participação de membros de bancas externos, oriundos de universidades brasileiras ou estrangeiras, quando estes não têm disponibilidade para deslocamento até Salvador.

 

 

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