Histórico

O Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia (PPGE/ UFBA) completa cinquenta anos de existência em 2021. Desde a sua criação, em 1971, na Faculdade de Educação (FACED), ele já registra uma prorrogativa de internacionalização, com a colaboração de professores estrangeiros vinculados ao projeto UNESCO/BRA/70/10. Em 1972 ampliou-se esta colaboração com o Conselho Britânico. O objetivo foi capacitar em nível de Mestrado docentes das Faculdades de Educação de Instituições de Ensino Superior da Bahia, Sergipe e Alagoas, com ingresso automático e conclusão de, no máximo, três anos, em serviço.

De 1972 a 1975 a Pesquisa Educacional foi a área de concentração do curso, alterada em 1975 para Ensino e Ciências Sociais Aplicadas. Após reforma curricular (1983 a 1987), passou para Educação Brasileira. Nos anos 1980, com seu desenvolvimento, o PPGE planejou o Curso de Doutorado em Educação (implantado em 1992, reconhecido pela CAPES em 1995), com área de concentração Docência e Produção Científica. Em 1993 as linhas de pesquisa Currículo e Tecnologias de Informação e Comunicação; Filosofia, Linguagem e Práxis Pedagógica; Políticas e Gestão da Educação; Trabalho e Educação, foram estruturadas.

Com a entrada do novo milênio (2000) altera-se a área de concentração para ‘Educação, Sociedade e Práxis Pedagógica’ que permanece até hoje e reafirma o compromisso com a educação pública de qualidade em todos os níveis e expressões. Como eixos inspiradores das Linhas de Pesquisa temos a práxis educativa como mediação dos processos de constituição do sujeito e formas singulares na sociedade; a pluralidade, diversidade e diferença como pressupostos da educação contemporânea.

Educação, Sociedade e Práxis Pedagógica é tomada como um macro conceito que aponta para a complexidade formativa do PPGE, exigida por situar-se na região Nordeste, ainda marcada por carências e necessidades múltiplas, especialmente no sistema educacional, em todas as dimensões e níveis, como atestam os índices nacionais. Além da necessidade de acolher a heterogeneidade dos processos e demandas do Programa.

No sentido de contemplar a dinâmica da produção de conhecimento no mundo contemporâneo e na FACED, em 2006 foi modificada / ampliada as linhas de pesquisa e alterada a matriz curricular (implantada em 2007), o que resultou em uma formação mais dinâmica, com redução no tempo de conclusão do curso; estímulo e centralização na atitude de pesquisa como princípio formativo. Para além, o incentivo à cultura de produção, dinamicidade curricular, promoção da autogestão dos discentes para a formação com criatividade e maior envolvimento nos Grupos de Pesquisa.

Acompanhando as recomendações da área e as mudanças sociais, as linhas de pesquisa foram reorganizadas e/ou ampliadas em cinco, conforme os grupos de pesquisa e temas dos professores: Currículo e (In) formação; Linguagens, Subjetivações e Práxis Pedagógica; Política e Gestão da Educação; Educação, Cultura Corporal e Lazer; Educação e Diversidade (2013). A partir de 2007 o currículo foi constituído por duas disciplinas obrigatórias gerais e três atividades obrigatórias, além dos Tópicos Especiais em Educação (TEEs) e as Optativas. A partir de 2018, houve passagem das atividades creditadas Projeto de Tese (2) e Projeto de Dissertação (1), para disciplinas obrigatórias. No curso destes anos criou-se disciplinas, eliminou-se outras, reduziu-se a creditação para conclusão dos Cursos (Mestrado e Doutorado). E os objetivos do Programa ganharam maior precisão chegando, em 2013 à seguinte formulação.

O objetivo geral do curso é a formação de profissionais qualificados para o exercício, prioritariamente, de atividades de ensino e pesquisa e para a produção de conhecimento no campo da Educação. Especificamente, propõe-se a: Formar o pesquisador da educação capaz de elaborar e implementar projetos de ensino, pesquisa e extensão inovadores; Produzir conhecimentos teórico-metodológicos no campo da Educação comprometidos com a práxis pedagógica. E, desde então, vem promovendo uma política de gestão com normalizações que possibilitam um planejamento adequado ao crescimento e fortalecimento do PPGE até a excelência nacional (5), (confirmada na avaliação de 2017) e a internacionalização.

Atentos ao Documento da Área de Educação e aos critérios de avaliação e autoavaliação o Programa criou uma resolução de credenciamento provisório em 2010, que se tornou uma resolução de credenciamento/(re)credenciamento docente (Resolução nº1, 17 de maio de 2013), com as seguintes alterações em 2014 (inclusão, em seu art.7º, que trata do recredenciamento docente, o § 2º: “Somente no caso do docente não possuir nenhuma orientação em andamento, bem como não atender aos requisitos do art. 3º, ele será automaticamente descredenciado, a qualquer tempo”). Em 2017, após alterações dos critérios avaliativos da CAPES, atualizou-se a Resolução 01/2013 (Art.2, inciso I, alíneas a, b, c e inciso II; Caput do Art.3º, inciso II, alíneas a, b e inciso III, alínea c), assim dispondo:

Art. 2º, O docente interessado deverá encaminhar ofício solicitando credenciamento ao PPGE, anexando os seguintes documentos:

I – Plano de trabalho em que conste:

a) Linha de Pesquisa a que irá vincular-se; b) Disciplina(s) que pretende lecionar; c) Plano de publicação para o quadriênio (artigos, livros, capítulos de livro); d) Ações de integração entre graduação e pós-graduação; e) Previsão de pós-doutoramento ou modalidade afim; f) Articulação em redes interinstitucional, nacionais e/ou internacionais de pesquisa;

II – Projeto de pesquisa;

III – Curriculum Lattes atualizado com a produção dos últimos 04 anos anteriores ao ano da submissão do pedido de credenciamento;

IV – Anuência do Departamento ou instância correspondente de origem no caso de professores vinculados a outras instituições de ensino superior.

§ 1º. O credenciamento do docente ocorrerá em uma das três categorias a seguir: permanente, colaborador ou visitante.

§ 2º. O número de docentes permanentes deve corresponder a, no mínimo, 2/3 do corpo docente.

§ 3º. O credenciamento do professor visitante obedecerá a regras específicas definidas pelo Colegiado do PPGE.

§ 4º. A solicitação de credenciamento docente, juntamente com o parecer da linha de pesquisa, será encaminhada pelo Colegiado do PPGE, com a documentação pertinente, à comissão de avaliação de credenciamento.

§ 5º. A comissão de avaliação de credenciamento irá indicar, a partir dos critérios determinados nesta resolução, se o docente será credenciado no mestrado ou no mestrado e doutorado.

§ 6º. O docente credenciado no Mestrado terá o seu credenciamento aceito para o Doutorado quando cumprir todas as exigências para tal.

Art. 3°. Para a análise do pedido de credenciamento docente, a comissão de avaliação de credenciamento e o Colegiado do PPGE/UFBA levarão em conta os seguintes critérios:

I - Formação:

a) Ser Doutor, com diploma, e não constante em cadastro discente junto à Capes no ano da solicitação.

II - Produção bibliográfica com aderência a área de concentração do Programa:

a) indicadores de produção para credenciamento no Mestrado:

- média de 1 (um) produto bibliográfico qualificado ao ano, nos últimos quatro anos completos, com aderência à área de concentração do programa, sob forma de artigos científicos publicados em periódicos (classificados como Qualis A1, A2, B1 ou B2 na área de Educação), livros ou capítulos de livros (classificados com Qualis L2, L3 e L4 na área de Educação);

- destes 4 produtos qualificados, no mínimo, 3 artigos devem ser em periódicos.

- os 4 produtos qualificados não podem ser de autoria de mais de 3 autores;

- publicações no prelo (com comprovante de aceite cuja data esteja dentro do quadriênio em avaliação) podem integrar o quantitativo exigido;

b) indicadores de produção para credenciamento no Mestrado e Doutorado:

- média de 2 (dois) produtos bibliográficos qualificados ao ano, nos últimos quatro anos completos, sob forma de artigos científicos publicados em periódicos (classificados como Qualis A1, A2, B1 ou B2 na área de Educação), livros ou capítulos de livros (classificados como Qualis L3 ou L4 na área de Educação);

- destes 8 produtos, no mínimo, 4 artigos devem ser em periódicos;

- os 8 produtos não podem ser de autoria de mais de 3 autores;

- publicações no prelo (com comprovante de aceite cuja data esteja dentro do quadriênio em avaliação) podem integrar o quantitativo exigido.

III – Demais experiências comprovadas:

a) orientação de monografias de graduação, especialização ou iniciação científica;

b) projeto de pesquisa concluído;

c) docência de, no mínimo, 1 ano, em nível superior (estágio docente orientado e tirocínio docente não são considerados).

 

Em finais de 2019, com as alterações decorrentes das da nova avaliação anunciada pela CAPES, o colegiado decidiu pela reformulação da Resolução, processo realizado em 2020. Neste período, o credenciamento ficou temporariamente fechado. Para a construção desta nova resolução, a comissão promoveu consulta aos documentos e à coordenação da área da educação na CAPES. Considerou-se, igualmente, os debates e discussões dos seminários de avaliação promovidos pelo PPGE no quadriênio. A nova Resolução de credenciamento/ recredenciamento e descredenciamento, em processo de finalização, a ser apreciada pelos docentes e aprovada no colegiado. A partir disso, o credenciamento será reaberto.

Em relação a política de qualificação da produção docente há incentivos como: publicação conjunta entre orientadores e orientandos com base nas pesquisas em andamento e já concluídas; organização dos dispositivos normativos para maior clareza da política e critérios de avaliação do Programa; apoio aos professores com baixa produção para incentivar a publicação; apoiar a revisão de textos para publicação em língua estrangeira.

A meta do PPGE é a excelência internacional e o alcance do conceito 6/7. O planejamento estratégico do curso acompanha esta meta construída por uma política de qualificar a Pós-Graduação, na UFBA e no Nordeste, numa perspectiva de internacionalização. Esta perspectiva se fortalece desde 2008, pois, desde então, o planejamento é continuamente aperfeiçoado com ações como formação continuada e qualificada do quadro docente (incentivo ao pós- doutorado no exterior e no país); incentivo a participação em editais de pesquisa, formação e qualificação aberto por agências de fomento (internacionais, nacionais, regionais, estaduais e da própria Instituição); incentivo à participação dos docentes em instituições de pesquisa no exterior (como pesquisadores, professores visitantes, palestrantes, em eventos, minicursos, etc.); pesquisas em parcerias com instituições nacionais e estrangeiras (formação de projetos em rede) e de cooperação internacional.

O Programa se organiza numa proposta inovadora de solidariedade, com diversas frentes. Uma destas consiste em credenciar professores de Instituições da região próximas à UFBA, no PPGE, o que amplia o diálogo, a formação, a pesquisa. Experiência que também se explicita em ações de extensão, eventos acadêmicos e científicos, seminários e cursos que envolvem outras Instituições de Ensino Superior, Educação Básica e outras, do Brasil e do exterior. A qualificação de professores estrangeiros, por convênios e acordos de cooperação internacional projetaram o Programa internacionalmente.

O Programa se mobiliza em diversas frentes. Em 2017, o PPGE elaborou um tema de Educação para a proposta da UFBA no Edital CAPESPRINT/UFBA, em parceria com o PPGEFHC, PPGF, DMMDC e MPED que foi aprovado. Além dele contribuímos com o Tema 10. O Tema 8 – ‘Educação, Sujeitos e Ambientes na Perspectiva de Inovação Transformadora’ e o Tema 10 – 10 ‘Estudos em teoria e prática de gestão e organização’ - compõem os 19 temas da Proposta Institucional aprovada. Uma das únicas propostas nacionais que possuem a educação como tema específico.

Neste sentido, o PPGE apresenta excelência e relevância regional, nacional e internacional, na busca equilibrada do equilíbrio de uma formação qualificada na pesquisa e na formação que abarque a questão local e global e que contribua no desenvolvimento científico da área da educação, com a formação e com a transformação econômica e social. Relevante por capacitar a elaborar e implementar projetos de pesquisa, ensino, extensão, gestão inovadores.

O potencial de cooperação internacional já significativo se mostra crescente por estabelecer e / ou ampliar parcerias de pesquisa, de intercâmbio científico e acadêmico entre Instituições de Ensino Superior que promovam a produção do conhecimento e formação qualificada no campo da educação, ciência e tecnologia na busca de elevar o nível de internacionalização da pesquisa e da formação pós-graduada e favorecer a circulação internacional do conhecimento. Algumas parcerias de longa data outras de tempos mais próximos o PPGE caminha no sentido de fortalecer cada vez mais estas parcerias e cooperação internacional. Importa citar algumas instituições internacionais que mantivemos um contato intenso e aprofundamos parcerias, por meio de diversos projetos de cooperação internacional financiados (CAPESPRINT, CNPq), e sem no quadriênio.

Significativas e contínuas ações podem ser citadas no sentido de confirmar esta projeção e qualificação do Programa de Pós-Graduação a nível internacional em instituições parceiras e com financiamento de importantes agências de fomento como o CAPESPRINT e o CNPq com diversos países e instituições de pesquisa que dialogam com a pesquisa realizada no PPGE e colaboram e participam do conhecimento produzido no PPGE UFBA como, por exemplo, a Université de Strasbourg e Université Paris XIII (França); Universidade de Coimbra, Universidade do Minho, Universidade de Lisboa e Universidade de Aveiro (Portugal); Universidade de Vigo, Universidade Autônoma de Madrid, Universidade de Barcelona e Universidade de Valência (Espanha); Universidade de Roma (Itália); Universidade Eduardo Mondlane e Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique); Universidad Politécnica Salesiana (Equador); Universidad Nacional da Patagonia Austral e Universidad Nacional de La Plata (Argentina), para citar algumas.

Este investimento e empenho em relação a internacionalização pode ser observado em ações como a qualificação pós-doutoral docente, estágio sanduíche discente, professor visitante, visitas científicas em IES e/ou laboratórios, professor visitante, minicursos e cursos, palestras, projetos, publicação. Incentivamos o intercâmbio entre instituições de Pesquisa e Ensino Superior no sentido de contribuir no enfrentamento, superação e produção do conhecimento científico na área da educação.

Outro ponto que merece destaque do Programa no âmbito da cooperação internacional, solidariedade e desenvolvimento científico expressa-se na ação científica desenvolvida pelo PPGE/UFBA com a Universidade Nacional no Timor Leste, desde 2012. Inicialmente, com a oferta de um Curso de Mestrado em Gestão e Avaliação em Educação no Timor Leste. Estas atividades tiveram continuam e se ampliaram de outras forma e com novas possibilidades neste novo quadriênio, quando foi proposto um novo projeto de cooperação internacional do PPGE com a Universide Nacional Larosa’e no do Timor Leste (UNTL), financiado pelo governo do Timor Leste. Este projeto de cooperação internacional guarda relações de intercâmbio de ambos os lados, cursos ministrados no exterior, intercâmbio estudantil, vinda de professores da UNTL ao PPGE (2019) e de professores do PPGE ao Timor Leste (2018), além da finalização de dissertações de mestrado no Timor, referentes ao projeto anterior.

Ressalta-se, ainda o expressivo número de avaliadores externos estrangeiros nas bancas de qualificação e de defesa dos mestrados e dos doutorados do Programa. Esta proposição já estava sendo realizada desde 2008 e nestes quatro últimos anos esta ação foi fortalecida, o que possibilita contribuir de forma efetiva com a pesquisa em andamento e, portanto, com a construção do conhecimento e o diálogo internacional. Uma outra forma de cooperação importante de considerar refere-se à cooperação internacional estabelecida entre instituições estrangeiras durante os estágios pós-doutoral, assim como estágios de pesquisa com financiamento do país estrangeiro. Neste quadriênio tivemos dois estágios com financiamento externo, um com a Itália (Universidade de Roma como financiador) e outro com os Estados Unidos (financiada pela Fulbrigth).

Nacionalmente, o Programa desenvolve, igualmente, inúmeras atividades de cooperação voltadas ao desenvolvimento regional. Ele acumula a experiência de duas turmas fora de sede – Minter - com a intenção de qualificar o corpo docente de duas universidades estaduais do interior da Bahia, a Universidade Estadual de Santa Cruz/UESC (1994) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB (2007). Neste quadriênio fortalecemos a política de solidariedade e colaboração, no âmbito regional e internacional. A continuada acolhida de estudantes estrangeiros, os Programas de Fomento da CAPES, a busca de novas parcerias, a abertura de um DINTER aprovado (fins 2019) com o Instituto Federal de Ensino Técnico e Tecnológico do Sertão, Petrolina, PE (2020-2024).

Neste quadriênio aperfeiçoamos os mecanismos de gestão feitos por diretrizes administrativo-acadêmicas e ferramentas para elevar os indicadores de desempenho como o incentivo a formação de redes de pesquisas com pesquisadores de outras Instituições, nacionais e estrangeiras; maior integração entre docentes e discentes; incentivo a parceria orientador-orientando (na pesquisa e na produção). Potencializamos o trabalho científico e formação de novas redes de pesquisa. Incentivamos diversas dimensões da produção e difusão do conhecimento (eventos), produção de artigos, capítulos de livros, livros, apresentação em eventos e divulgação de partes das pesquisas em Anais de importante eventos internacionais, nacionais e regionais, como a ANPEd e o EPEN, por exemplo. Há o cuidado em acompanhar os prazos para conclusão do curso. Fortalecemos a política de acompanhamento do mestrado, doutorado, pós-doutorado, para além do controle do orientador / supervisor. Envolvemos nesta tarefa o colegiado, a secretaria e a coordenação, o que permitiu uma redução do tempo de conclusão do curso dos mestrandos e doutorandos e a entrega do relatório completo no tempo previsto no pós-doutorado. Divulgação das produções em plataformas institucionais de acesso público e gratuito (Repositório Institucional da UFBA e SIGAA UFBA), o que garante maior visibilidade da produção pelo público em geral e pela comunidade acadêmica, em específico. Há avaliação docente por comissão interna e externa.

O descredenciamento é automático, caso o docente se encontre em desacordo com a Resolução em vigor. O credenciamento/recredenciamento e averiguado anualmente. E os projetos de pesquisa é avaliado pela instituição, realizada por comissão interna e externa (Comitê Interno, com docentes da UFBA e Externa, com pesquisadores do CNPq no país).

O marco legal que organiza o programa em suas dimensões é dado pela data de aprovação das resoluções: matrícula, credenciamento e recredenciamento; orientação; exame de qualificação; defesa; fluxo curricular, entre outros. Outras ações realizadas pelo Programa envolvem o incentivo à qualificação expressa pelo auxílio a docentes e discentes consoante ao documento da área; instrumentos normativos, estratégias e apoios à produção docente e discente. Apoio financeiro à participação de eventos nacional/internacional (trabalho completo aprovado e publicado).

A política de incentivo e qualificação da produção docente/discente ampliou-se com publicação em periódicos qualificados, além de produção de livros e capítulos: um sobre o Programa e os Grupos de Pesquisa (2019) e outro sobre a produção científica qualificada do PPGE (2020). Como parâmetros da excelência da qualidade das produções do PPGE citamos o Prêmio CAPES de Tese - Edição 2019 na área de Educação (referente às teses defendidas em 2018). A vencedora foi a tese da profa. Dra. Karina Moreira Menezes, do PPGE UFBA, orientada pelo prof. Dr. Nelson de Luca Pretto. E o Prêmio CBCE de Literatura Científica - Grupo de Trabalho Temático Corpo e Cultura (CONBRACE/CONICE 2019), com o artigo de Thaís de Jesus Ferreira (doutoranda/orientanda) e Maria Cecilia de Paula Silva (docente/orientadora). Há, igualmente, o incentivo institucional, expresso em:

- Correção de manuscritos - A Pró-Reitoria de Ensino de Pós-Graduação da UFBA possuía, de 2010 a 2015, programa de apoio à correção em língua estrangeira e tradução de manuscritos com a empresa internacional American Journal Experts (534 manuscritos corrigidos). Após, a PROPG passou a operar com o sistema de reembolso direto ao docente.

- Pagamento de taxa de publicação, mediante edital interno, em artigos científicos veiculados em períodos A1/A2 no QUALIS CAPES, após o aceite.

- O Programa de Alianças para a Educação e a Capacitação – PAEC. A UFBA com a Organização dos Estados Americanos, por meio da PROPG e da AAI, participa do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras - consórcio de universidades que visa à Internacionalização nas Instituições associadas. O PAEC é um dos mais fortes com bolsas das Instituições brasileiras para mestrado e doutorado de estrangeiros americanos no Brasil. O PPGE participa ativamente, recebe estudantes estrangeiros da América Latina como Argentina, México, Colômbia, Peru, Venezuela, Nicarágua, Honduras, Chile, Cuba. Em 2020 recebemos 3 estudantes estrangeiros, todos para o mestrado, em 2019, foram 6 estudantes estrangeiros, 2 do mestrado e 4 do doutorado, provenientes da América Latina (4), do continente africano (2) e do continente europeu (2). Em 2018, recebemos 2 estudantes do mestrado, via PAEC. Em 2017, 2 do mestrado, via PAEC, e 1 para o doutorado (Moçambique) por meio do Programa de Cooperação Internacional com países africanos. Em 2019, o PPGE teve um intercâmbio de uma professora italiana (Universidade de Roma). Até 2018, tivemos uma doutoranda do continente europeu (Portugal) e uma estudante italiana (intercâmbio entre a Universitá di Roma La Sapienza – Itália e o PPGE FACED UFBA com o projeto “Corpo, memória e tradição na instituição da comunidade e do sujeito em tempos de globalização”, grupo HCEL).

- Programa Professor Visitante (Edital 2017/2018) contratou 25 professores brasileiros e 26 estrangeiros com vistas a aprimorar os programas de pós-graduação stricto sensu e grupos de pesquisa, com verba UFBA. Ações de orientação e co-orientação, disciplinas e pesquisa. O Programa foi agraciado com três (2 estrangeiros e 1 brasileiro): profa. Verónica Sofia Ficoseco (Universidade Nacional da Argentina, de 12/2017 a 12/2019 e 12/2019 a 12/2022), prof. Romualdo Portela (USP, de 08/2018 a 07/2019) - ambos Edital de Professor Visitante UFBA - e prof. Fernando Ilídio (Universidade de Braga, de 05 a 08/2018), pelo Edital da CAPES (02/2014).

- Divulgação semanal para + de 30 mil e-mails (www.agenda.ufba.br) de defesas (dissertação e teses), conferindo maior visibilidade à produção do conhecimento dos PPG Stricto Sensu.

- Ações de fomento a Graduação e Pós-Graduação - A Pró Reitoria de Pesquisa, Criação e Inovação (PROPCI) pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC concede bolsas financiadas por cotas das instituições: UFBA, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia/FAPESB e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CNPq. Atualmente, o Programa institucional abre 5 editais: PIBIC, PIBIC-AF, PIBITI, PIBIC Milton Santos e PIBIC Jr. Um montante de 1310 bolsas concedidas, 591 bolsas CNPq, 330 FAPESB, 378 UFBA, na graduação e, 11 na pós-graduação, (Milton Santos).

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e o de Ações afirmativas (PIBIC AF) visam formar em pesquisa (CNPq, FAPESB e UFBA financiam); o Programa Institucional de Bolsas de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), em pesquisa tecnológica e inovação (UFBA e CNPq financiam). E o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (IC Jr), para estudantes do ensino médio de escolas públicas (UFBA e CNPq financiam). Bolsas de 12 meses com diferenças de valor (graduação ou ensino médio) e carga horária (escolaridade e normas das agências). As agências de fomento delegam à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Coordenação e do Comitê Local) a seleção e o acompanhamento das pesquisas, bolsistas e avaliação de desempenho. São avaliados por um Comitê Externo composto por pesquisadores do CNPq no país.

O Programa participou destes projetos institucionais no quadriênio com projetos de pesquisa dos docentes. Em muitos destes os mestrandos e doutorandos atuaram como tutores. De forma geral, Em 2020, podemos citar um total de 30 bolsistas da graduação, orientados por 18 docentes do PPGE. No ano de 2019, participam do PIBIC 46 bolsistas da graduação, orientados por 26 docentes do PPGE. Em 2018 o total de 34 bolsistas graduandos orientados por 14 docentes do PPGE. Em 2017, 23 bolsistas graduandos orientados por 11 docentes do Programa. Em 2019, 20 monografias foram orientadas por 15 docentes do PPGE. Em 2018, 7 monografias orientadas por 4 docentes. Em 2017, 10 orientadas por 8 docentes do PPGE. No Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID, em 2018/2019 houve 31 orientações pelo programa. Em 2020, 20 Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação foram orientadas por por docentes do PPGE.

Outro indicador de qualidade são os professores que apesar de já terem se aposentados, renomados nacional e internacionalmente continuam a contribuir com o PPGE por meio Programa Especial de Participação de Professores Aposentados nas atividades de pesquisa e ensino de Pós-graduação (PROPAP). O vínculo ao PROPAP possibilita ações de ensino, pesquisa, extensão (ministrar aulas; orientar; desenvolver e/ou coordenar atividades de pesquisa e/ou extensão; compor Comissão Julgadora de dissertação, de tese, de concurso; encaminhar propostas de auxílio às agências de fomento nacionais ou internacionais cujo financiamento seja direto ao pesquisador; participar de grupos de pesquisa e/ou extensão) - Financiado pela UFBA. Ligados a este programa tivemos, no quadriênio, Robert Verhine, Miguel Bordas, Dinéa Muniz, Mary Arapiraca, Maria Couto Cunha, Theresinha Miranda, Robinson Tenório. E em outros quadriênio Maria Regina Antoniazzi (in memoriam), Rosilda Ferreira; Maria Antonieta Tourinho, Dora Leal Rosa, Vera Lucia Bueno Fartes, José Albertino Lordelo.

As linhas de pesquisa definem, em grande parte e coa qualidade, a diversidade temática de nossas produções científicas. Fortaleceu-se as linhas de pesquisa com novos credenciamentos como como permanentes, em 2020, Emília Amélia Costa Pinto Rodrigues, Gyseli Lima, Marcus Vinícius Oliveira. Em 2019, Rafael Siqueira de Guimarães, Verônica Sofía Ficoseco, Giovana Cristina Zen. Em 2018, Barbara Coelho Neves, Bruno Otávio de Lacerda Abrahão, Gilvanice Barbosa da Silva Musial, Marta Lícia Teles Brito de Jesus, Rodrigo da Silva Pereira. E Dinéa Sobral Muniz (via PROPAP), Amanda Amantes Neiva Ribeiro, Maria Virginia Machado Dazzani, como colaboradoras. No quadriênio registramos o descredenciamento de Paulo Gurgel (2020); Robinson Moreira Tenório e Amanda Ribeiro (2019), Suzana Pimentel (2017). A composição do corpo docente se constitui, em 2020, por 38 professores permanentes, sendo uma delas professora visitante UFBA estrangeira (Edital UFBA 2017), e 06 colaboradores. Em 2019, é de 36 professores permanentes, 06 colaboradores e 02 visitantes. Em 2018, 34 professores permanentes, 05 colaboradores, 03 visitantes. Em 2017, um total de 36 professores permanentes, 04 colaboradores. A política empreendida pelo PPGE foi de sucesso.

Efetivou-se a internacionalização e solidariedade entre Programas, as redes de pesquisa e de desenvolvimento científico na área da Educação, das Ciências Humanas e Sociais. Neste quadriênio esta ação se intensificou. Uma das formas de expressão que podem ser citadas aqui são as aulas inaugurais e/ou magnas neste período, que contempla o espectro da internacionalização, bem como temas importantes para a área, a sociedade e o desenvolvimento científico das Ciências Humanas e Sociais, com pesquisadores convidados estrangeiros e brasileiros, de grande repercussão internacional e com temas de forte impacto científico e social, sempre na busca de parceiros que trabalham em rede de cooperação. Todas estas atividades foram realizadas em parceria com outros programas de pós-graduação da UFBA das Humanidades e outras áreas afins.

Em 2020, tivemos estes importantes momentos. No primeiro semestre a Aula Magna com o tema Corpos Conhecimentos, proferida pelo Prof. Dr. Boaventura de Sousa Santos (Universidade de Coimbra/Portugal), em parceira com o Programa de Pós-Graduação em Dança e outros programas de Pós-graduação da UFBA, Aula Magna proferida pela Professora Dra. Lilia Schwarcz (USP), prof. Dr. Ailton Krenak (UFJF) com o tema De mal a pior: intolerância. Logo no início da pandemia mundial foi apresentada uma importante reflexão sobre a sociedade, a formação humana e as novas necessidades de produzir conhecimentos a partir dos impactos e desafios deste novo momento mundial. No semestre suplementar, a Aula Inaugural proferida pelo Professor Dr. Robert Evan Vehine (UFBA, coordenador da area da educação na CAPES) e o Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA, prof. Dr. Sérgio Luís Costa Ferreira com o tema Política e Avaliação da Pós-Graduação Brasileira: desafios atuais. Em 2019, a aula inaugural do 1° semestre trouxe o tema Os usos políticos da História da Ciência com a professora Drª Sandra Caponi (UFSC) e do 2° semestre o tema apreciado foi Políticas da Educação e da Pós-Graduação brasileira no tempo presente: perspectivas críticas com o professor Dr. Romualdo Luiz Portela de Oliveira (USP). Em 2018, no 1° semestre, Ciências Humanas e Imaginação: desafios do conhecimento e da pesquisa na atualidade com o professor Dr. Luca Tateo, da Universidade de Aalborg, Dinamarca. No 2° semestre realizamos a mesa redonda Política de Pós-Graduação em Educação: acesso e permanência com os convidados o professor visitante do PPGE Dr. Fernando Ilídio da Silva Ferreira (Universidade do Minho/Portugal), a coordenadora do PPGE profa. Dra. Maria Cecília de Paula Silva (PPGE/UFBA), Pró-Reitora Cassia Virginia Bastos Maciel (PROAE/UFBA) e pelo representante estudantil do PPGE, Átila Belens Ferreira dos Santos(PPGE/UFBA). Em 2017, o semestre foi inaugurado com a palestra proferida pelo prof. Dr. Gonzalo Ramon Navaza Blanco (Universidade de Vigo/ Espanha) com o tema Interculturalidade a partir das línguas galega, portuguesa e espanhola. No 2° semestre o convidado foi o prof. Dr. Joaquim Luis Medeiros Alcoforado (Universidade de Coimbra, Portugal) com o tema Fronteiras e Proximidades Políticas, Territoriais, Epistemológicas e Educacionais.

A internacionalização pode ser comprovada por inúmeras outras atividades como, por exemplo, os pós-doutorados (ou equivalente) em dupla via, de professores visitantes e das parcerias com universidades estrangeiras dos continentes americano, europeu, africano, asiático e da Oceania como a Université de Strasbourg (FR), Université Paris 13 (FR), Universidade de Madrid (ES), Universidade de Roma (IT), Universidade de Coimbra (PO), Universidade do Minho (PO), Universidade de Lisboa (PO), Universidade Laosa’e Timor Leste (Asia), La Trobe University (Australia), Universidade Eduardo Mondlane e Universidade de Maputo (Moçambique), Universidade Nacional de La Prata e Universidade da Patagônia Austral (Argentina), para registro de algumas das universidades que o PPGE possui pesquisas em rede e projetos de cooperação internacional.

 

A excelência da Instituição é comprovada, igualmente, pela significativa procura e execução de estágio pós-doutoral no PPGE sob a supervisão dos nossos docentes. Neste quadriênio, vinte (20) pós-doutorados foram finalizados com êxito, sendo quatro deles financiados com bolsa PNPD/CAPES. Ressalta-se a dedicação dos docentes permanentes às atividades de pesquisa, ensino, extensão, orientação (graduação e pós-graduação), gestão, além de participação em comissões diversas, internas e externas. A relação sul-sul é também considerada neste processo de internacionalização.

Em relação às disciplinas, o quadriênio finalizou com múltipla e adequada oferta e distribuição de disciplinas entre os professores do Programa, entre as disciplinas obrigatórias (OB), os Tópicos Especiais em Educação (TEEs), as Optativas (Op) e as atividades obrigatórias ou optativas. Um destaque importante que demonstra a relevância dada à internacionalização, como um item necessário que foi fortalecido neste quadriênio e merece destaque, podem ser comprovadas também pela aprovação da Instituição no Edital CAPESPRINT/UFBA. Neste projeto a Instituição UFBA elegeu 19 temas principais, dos quais dois deles são relacionados à Educação. O tema 8 – Educação, e o tema 10 - Administração educacional. Com o financiamento do CAPESPRINT, o PPGE totalizou 20 projetos aprovados e contemplados com financiamento no quadriênio. Projetos de visita científica (4) na Europa, Estados Unidos e África; estágio pós-doutoral na Europa (3), nos Estados Unidos (1), na Latino América (1); doutorado sanduíche na América Latina (1), Europa (8), Oceania (1) e Ásia (1). Em 2020, alguns dos projetos aprovados foram adiados para 2021, em função da pandemia. Outros foram interrompidos durante o processo. Outros foram cumpridos com êxito, apesar da pandemia. Além do CAPES PRINT o PPGE/UFBA contou com financiamento para a qualificação docente e discente no país. Projetos estes financiados pelo CNPq, FAPESB.

Contamos, ainda, com investimentos que garantiram o fortalecimento das pesquisas e projetos em rede, no país. No quadriênio o CNPq financiou seis (6) projetos de pós-doutoramento no país (3 - 2020, 1- 2019, 2- 2018). Nove (09) bolsas foram financiadas pela UFBA para discentes, pequenos estágios de intercâmbio científico nacional/regional (4-2019 e 5-2018).

Registramos, ainda, estágios científicos nacionais e internacionais docentes e discentes com apoio institucional, embora sem financiamento (visitas e estágios científicos nacionais e internacionais, pós-doutoramentos).

Até 2020, o PPGE formou 904 mestres e 531 doutores que contribuíram, prioritariamente, na qualificação de docentes de universidades Federais e Estaduais da região Nordeste e demais regiões do país e no exterior; e formação de profissionais. Muitos destes egressos ocupam cargos dirigentes em órgãos dos sistemas federal, estadual e municipal de ensino, no Brasil e no exterior, como, por exemplo, o reitor da Universidade Nacional Timor Leste Lorosa’e, egresso de nosso PPGE, as coordenadoras de oito programas de pós-graduação das Universidades Estaduais da Bahia. E também participam de Programas de Pós-Graduação no Brasil e no exterior. Com a política de internacionalização adotada desde 2008 formamos diversos profissionais estrangeiros dos seguintes continentes América, Europa, Ásia, África.

Importa registrar que o Programa de Pós-Graduação em Educação é um dos mais concorridos da UFBA e da região Nordeste do Brasil. Neste quadriênio a média anual foi de 593,66 candidatos inscritos, para a média de 110 vagas ofertadas, o que significa uma relação candidato/vaga de 5,4.

Em 2020, o processo seletivo (start 08/2019) ofertou 140 (75 mestrado e 65 doutorado) e aprovou 84 candidatos (3 estrangeiros). No mestrado, 218 inscritos, 176 homologados, 43 aprovados (15 PPP, 1 Quilombola) + 3 estrangeiros. No doutorado, 230 inscritos, 214 homologados, 44 aprovados (6 PPP, 1 PCD). Dos aprovados, 28 do sexo masculino (13 mestrandos e 17 doutorandos), 54 do sexo feminino (27 mestrandas e 27 doutorandas). Além destes, tivemos a seleção de 15 estudantes (10 do sexo masculino e 05 do sexo feminino) pelo DINTER firmado como o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano.

Em 2019, o processo seletivo (start 09/2018) ofertou 100 vagas (50 mestrado e 50 doutorado) e aprovou 77 candidatos (6 estrangeiros). No mestrado, 273 inscritos, 202 homologados, 29 aprovados (10 PPP, 1 PCD) + 2 estrangeiros. No doutorado, 257 inscritos, 225 homologados, 42 aprovados (10 PPP) + 4 estrangeiros. Dos aprovados, 29 do sexo masculino (12 mestrandos e 17 doutorandos), 48 do sexo feminino (19 mestrandas e 29 doutorandas). Em 2018 (start 11/2017), 110 vagas ofertadas (60 mestrado e 50 doutorado), 70 aprovados (4 estrangeiros). No mestrado, 325 inscrições, 245 homologados, 35 aprovados (6 PPP, 1 PCD, 1 TRANS). No doutorado, 269 inscritos, 244 homologados, 31 aprovados (2 PPP) + 4 estrangeiros.

Dos aprovados, 31 do sexo masculino (15 mestrandos e 16 doutorandos), 39 do sexo feminino (20 mestrandas e 19 doutorandas). Em 2017 (start 12/2016), 92 vagas ofertadas (58 mestrado e 34 doutorado), 63 aprovados (3 estrangeiros). No mestrado, 430 inscritos, 310 homologados, 32 aprovados (2 estrangeiros). No doutorado, 454 inscritos, 200 homologados, 31 aprovados (1 estrangeiro). Dos aprovados, 21 do sexo masculino (9 mestrandos e 12 doutorandos), 42 do sexo feminino (23 mestrandas e 19 doutorandas). Percebemos uma constância na oferta de vagas e um ligeiro aumento de candidatos aprovados. Atentos aos critérios da área (número máximo de orientações e produção compatível), avaliamos como positiva a adoção de critérios para a abertura de vagas em cada Seleção.

Em relação às matrículas de discentes, o ano de 2020 contou com um total de 301 matrículas de alunos regulares (novos alunos do PPGE e do DINTER, os antigos do mestrado e doutorado), além estudantes de outros cursos. Isto decorre em certa medida do ano atípico que tivemos por motivo da pandemia mundial do novo coronavírus COVID-19, que ocasionou um impacto gigantesco na educação como um todo e na pós-graduação em particular.

Em relação às matrículas, iniciamos 2020 com um número de 296 matrículas. Decorridos três semanas do semestre letivo, as atividades foram suspensas (PORTARIA N°. 103/2020 Dispõe sobre a suspensão das atividades na UFBA, devido à disseminação do novo coronavírus (COVID-19)), tendo em vista

Que a preservação da saúde da comunidade e da vida de professores, estudantes, técnicos e profissionais terceirizados é a maior prioridade da instituição;

Que, face ao prognóstico de rápida expansão, no decorrer das próximas semanas, da pandemia do novo coronavírus no Brasil, as medidas de distanciamento social são as mais eficazes e recomendadas para diminuir a curva de propagação;

A aprovação unânime pelo Conselho Universitário de medidas radicais de combate ao coronavírus, em 18 de março de 2020.

Resolveu pela suspensão das atividades acadêmicas e administrativas da UFBA, ressalvando as atividades essenciais, o funcionamento de determinados laboratórios e serviços, a partir de um plano estratégico definido pelos gestores e coordenadores de cada setor. E também resolveu que o comitê de acompanhamento do coronavírus criado pela Portaria 101/2020 da Reitoria da UFBA acompanharia o curso da pandemia, com relatórios que consubstanciem o Conselho Universitário a decidir pela retomada das atividades na UFBA e ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, a determinar sobre o novo calendário acadêmico. A partir de então diversas medidas foram tomadas e o ano de 2020 transcorreu com ações definidas a partir desta portaria. Em reunião de 21/07/2020 o Conselho Universitário toma a decisão de realizar um semestre suplementar.

O semestre suplementar foi a alternativa para retornar as atividades acadêmicas e proteger a vida da comunidade e dos docentes, discentes, técnicos, terceirizados, já que a pandemia do novo coronavírus ainda estava em curso e de forma crescente e assustadora do que se previa em março, quando a Universidade seguiu as melhores orientações sanitárias ao decidir pela suspensão das atividades presenciais, acadêmicas e administrativas, com a manutenção apenas das essenciais em resposta ao enfrentamento de tamanha emergência sanitária. Assim, a organização do semestre letivo se alterou. A oferta das disciplinas foi suspensa e houve continuidade das atividades e orientações. As bancas (de qualificação e de defesa, de mestrado e de doutorado) foram realizadas em caráter de excepcionalidade, de forma remota e após aprovação do colegiado do Programa e da Comissão da Pós-Graduação formada para este fim. Houve uma pequena alteração na organização anual do curso e, em decorrência, na oferta de disciplinas neste período como, por exemplo, a oferta de componentes curriculares adaptados ou especialmente concebidos por vários docentes, compartilhamento de carga horária, garantia aos estudantes de adesão e desligamento facultativo e integralização de carga horária curricular. Houve também a possibilidade dos discentes do Programas de Pós-Graduação da UFBA se inscreverem em disciplinas da graduação, e vice-versa, desde que houvesse a inscrição do componente como ofertado para a graduação e para a pós-graduação. Não houve seleção para alunos especiais na UFBA. Neste semestre suplementar tivemos 296 matrículas.

Em 2019, o PPGE totalizou 685 matrículas (254 no primeiro e 431 no segundo semestre, sendo 30 matrículas de outros cursos) de alunos regulares, além de 109 matrículas de alunos especiais. Em 2018, 198 matrículas de alunos regulares (74 mestrado, 124 doutorado) e 141 alunos especiais. Em 2017, 176 matrículas regulares (74 no mestrado, 102 no doutorado) e 104 alunos especiais.

A média de idade dos discentes do PPPGE no quadriênio 2017-2020 é de 38 anos. No doutorado a média é de 40 anos e no mestrado a média é de 34.

A seleção de Bolsas do PPGE, desde 2008, considera a condição social e econômica como relevante critério de seleção. Desde 2018 é feita conjuntamente, a Comissão Seleção do PPGE e a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PROAE). E desde 2018 é considerado também as cotas na seleção de bolsas, a partir dos critérios adotados na seleção do PPGE ao considerar cotas (estrangeiros sem visto permanente, indígenas, quilombolas, pessoa com deficiência,
pessoas trans (transexuais, transgêneros e travestis).

Das bolsas disponibilizadas, em 2020 fomos contemplados com uma demanda de 20 bolsas de mestrado e 24 de doutorado da CAPES, 02 de mestrado e 04 de doutorado disponibilizadas pelo CNPq, 10 de mestrado e 10 de doutorado da FAPESB. Além destas, em 2020 tivemos 09 bolsas de instituições públicas do Estado da Bahia, sendo 07 para doutorando e 02 para mestrandos.

Em 2019, o Programa recebeu o apoio das agências CAPES (13 bolsas de mestrado e 20 de doutorado), CNPq (03 bolsas de mestrado e 04 de doutorado) e FAPESB (07 bolsas de mestrado, 04 de doutorado). Uma bolsa PNPD de Pós-doutorado (prof. Francisco Nunes, Universidade do Sudoeste da Bahia, de 05/2019 a 04/2020). Em 2018, 15 bolsas de mestrado e 20 de doutorado da CAPES; 02 do mestrado e 04 do doutorado, do CNPq; e 11 de mestrado e 14 de doutorado, da FAPESB. Uma bolsa PNPD (prof. Marcelo Dias, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, de 04/2018 a 03/2019. Em 2017, para o Mestrado, 14 bolsas CAPES (13 cotas do curso e 01 cota PRPG), 02 bolsas CNPq e 18 bolsas FAPESB; e, para o Doutorado, 20 bolsas CAPES (cota do curso), 01 bolsa Capes/PEC-PG, 04 bolsas CNPq e 12 bolsas FAPESB. Uma bolsa PNPD (prof. Alex Alves, Instituto Federal da Bahia, de 04/2017 a 03/2018).

Em relação a produção total de teses e dissertações do quadriênio, tivemos o total de 125 dissertações e 75 teses defendidas. No ano de 2020 foram 28 no mestrado e 21 no doutorado. Em 2019, 34 no mestrado e 28 no doutorado. Em 2018, 39 no mestrado e 13 no doutorado. Em 2017, 24 no mestrado e 13 no doutorado. O Programa obteve sucesso em diminuir o tempo de conclusão do curso. O tempo regimental previsto para conclusão do mestrado é 30 meses (24 mais 6 meses condicionado) e o doutorado 48 meses. O tempo de conclusão foi menor que o indicado pela área e pelo regimento neste quadriênio. No mestrado, em 2019 (25 meses), 2018 (23), 2017 (24). No doutorado, em 2019 (46 meses), 2018 (47) e 2017 (45).

Um outro dado que a CAPES considera como significativo demonstrativo de qualidade do Programa. Refere-se ao tempo médio de conclusão do curso do mestrado e do doutorado. E este é um importante indicativo que vale a pena destacar. No quadriênio 2017-2020, sem considerar o ano de 2020, o PPGE ficou com uma média abaixo da indicada pela CAPES, tanto no mestrado quanto no doutorado, considerando os anos de 2017, 2018 e 2019. No mestrado o tempo médio ficou em 24/ 25 meses e no doutorado em 47 meses.

Sem a pretensão de esgotar o tema, expressamos que a complexidade e o alto nível dos estudos e pesquisas dos ‘espaços-territórios’ das linhas e grupos de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Educação na UFBA desvela a riqueza e diversidade de abordagens teóricas, metodológicas e práxica, que impulsiona o Programa para uma produção do conhecimento inovador e atual. Anuncia, igualmente, a presença de um currículo dinâmico e de abordagem ‘híbrida’, o qual permite o entrecruzar de áreas diversas na pesquisa educacional. A construção de disciplinas autônomas com temas relevantes para cada uma das linhas/grupos de pesquisa e vínculos entre epistemologias clássicas e as novas epistemes são pontos altos do Programa.

A diversidade temática e de abordagens e técnicas de pesquisa se constitui, paradoxalmente, na sua identidade, confirmada pela excelência do trabalho desenvolvido pelos docentes, Grupos de Pesquisa, projetos de pesquisa, extensão, ensino e gestão, artigos científicos, capítulos de livros, teses, dissertações e premiações, que se produzidas ao longo dos quase cinquenta anos existência do Programa, alcançou destaque especial neste quadriênio. Registra-se, igualmente, a excelência dos profissionais formados no PPGE que continuam, com competência e rigor, a tarefa da pesquisa e da formação com referência no social.

Outro parâmetro de excelência se traduz no estabelecimento de redes de pesquisa com pesquisadoras e pesquisadores de reconhecida competência técnica e compromisso político, com instituições científicas e educacionais, no Brasil e no exterior. Este parâmetro confirma a vocação de internacionalização deste programa, desde sua criação. Dos espaços intersticiais formados, espera-se sua ampliação e aprofundamento, derivado dos benefícios assegurados pela elevada qualidade do Programa e fortalecido na viabilidade da gestão colegiada, de um cuidado com a produção socialmente referenciada e interessada e por uma fortalecida práxis pedagógica para o desenvolvimento científico na área.

Depende, igualmente, da avaliação cuidadosa da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior – CAPES em relação a excelência das pesquisas desenvolvidas, do reconhecimento de uma produção científica e uma formação altamente qualificada, do reconhecimento dos recursos humanos e materiais. Grandes mudanças derivadas de reajustes diversos resultaram em ganhos. Contudo, o futuro do PPGE não está predeterminado pela ação interna de suas pesquisadoras e pesquisadores, mas também depende de decisões políticas (agentes estatais) e da determinação de ações e incentivos que garantam a excelência alcançada e possibilitem a sua continuação e ampliação.

Cabe salientar que em 2021 o PPGE completa seus 50 anos, mas, ao contrário de fechar um ciclo, anuncia-se um novo e grande desafio a ser assumido por toda a comunidade docente, discente, técnica e terceirizada que ligada ao Programa. Um desafio que o enfrentamento decorrentes da pandemia do novo coronavírus COVID-19 nos impôs, mas não só ele como também as condições precárias por que estamos a passar decorrentes do sistemático corte de verbas para a educação, pesquisa e desenvolvimento científico, tecnológico e inovação. Registra-se que em, contrapartida, buscamos nos fortalecer em termos de qualificar a formação e a pesquisa desenvolvida por este Programa, ampliar as redes de cooperação nacional e internacional, acolher os estudantes com o que se tem de mais atual na produção do conhecimento da área da educação com vistas a potencializar o desenvolvimento científico e social da região e do país, bem como ampliar o compromisso fundamental com a educação pública de qualidade e com a pesquisa inovadora.

Ademais, reafirmar o compromisso e constante esforço para alcançarmos uma educação com políticas efetivas e garantia de condições mais equânimes de acesso, aproveitamento, trabalho e práxis pedagógica na comunidade e sociedade. Em síntese, qualificar ainda mais a qualidade da formação, da pesquisa e das redes de relação nacionais e internacionais. O PPGE finaliza este quadriênio vivo, em movimento e pronto para continuar e ampliar a excelência dos 50 anos que se apresentam ao abrir o ano de 2021.

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