Perfil dos Alunos

Para conhecer o perfil dos nossos alunos ingressantes, aplicamos um instrumento no início de cada ano letivo e analisamos os dados agrupando determinado número de anos. Primeiramente fizemos uma análise com os dados produzidos entre os anos 2009-2012 e uma segunda com os dados dos anos 2013 a 2017.  A descrição de cada período está organizada de forma a primeiro relatarmos o perfil dos alunos ingressantes no Mestrado e em seguida os alunos ingressantes no Doutorado.

 

Perfil dos alunos ingressantes no período 2013-2017:

 

Mestrado

Dos alunos ingressantes nesse período, 51,8% são do curso de Mestrado e são, em sua maioria, mulheres, compreendendo 73,6% do total. Mais da metade do total são solteiros (54,3%) e com procedência de Salvador/BA (47,3%), seguidos pelos que vieram do interior da Bahia (30,2%), mas durante o curso 76,7% dos alunos residem na capital baiana. A média de idade dos mestrandos diminuiu, se compararmos com a análise anterior; agora a média é de 33,1 anos.

A graduação dos mestrandos tem como maior incidência o curso de Pedagogia (36,4%), seguido pelo curso de Educação Física (14%), Psicologia (11,6%) e Letras Vernáculas (8,5%). Entre outros cursos estão Ciências Sociais, Matemática, Geografia e História. A maioria concluiu a sua graduação em instituições federais de ensino superior (43,7%). Em instituições estaduais graduaram-se 21,7% e o restante (34,6%) concluiu a graduação em instituições privadas, centros universitários ou fora do Brasil. Do total de mestrandos, 30,2% tiveram bolsa de iniciação científica durante a graduação.

Com relação ao vínculo empregatício, 41,1% não possuíam emprego no momento da pesquisa, sendo que 30,2% dos alunos tiveram bolsas de pesquisa concedidas quando iniciaram o curso de Mestrado. Daqueles que possuem emprego, 7% são professores do Ensino Superior Público e 15,5% são professores do Ensino Público Básico. Ainda há os professores do Ensino Superior Privado (7,6%), do Ensino Privado Básico (0,8%) e Técnicos da Educação Básica (6,2%). O restante dos alunos tem empregos diversos como servidores públicos e técnicos administrativos. Entre os alunos com emprego, 6,2% recebem liberação integral para se dedicar ao curso, 3,9% recebem liberação de 20 horas semanais, 23,3% recebem liberações em turnos de aulas e 25,6% não recebem liberação.

Foram 80,3% os mestrandos que realizaram a graduação no Brasil, sendo que desse total, 71,6% realizaram na Bahia. Do total de mestrandos, 19,5% ingressaram no curso de mestrado logo após terem concluído o curso de graduação, mas a média de tempo transcorrido entre o término da graduação e o início do Mestrado é de quase 6 anos e meio.

A produção científica dos mestrandos durante a graduação leva em conta a apresentação de comunicação científica em eventos, sendo que 60,8% dos mestrandos apresentaram alguma comunicação científica em eventos da sua instituição de graduação, 50% apresentaram em eventos de outras instituições do mesmo estado – individual (34,6%) e em parceria (15,4%) – e 58,5% apresentaram em eventos promovidos por instituições científicas regionais ou nacionais – individual (40%) e em parceria (18,5%). Com relação à publicações, apenas 26,9% dos mestrandos publicaram livro ou capítulo de livro e 27,7% publicaram artigos em revistas científicas regionais ou nacionais.

 

Doutorado

Dos alunos ingressantes nesse período, 48,2% são do curso de Doutorado e são, também, em sua maioria, mulheres, compreendendo 66,7% do total. Mais de 38% são solteiros e com procedência de Salvador/BA (43%), seguidos pelos que vieram do interior da Bahia (29%), mas durante o curso, mais de 83% dos doutorandos residem na capital baiana. A média de idade deles também diminuiu, se comparada com o período anterior, agora é de 36,6 anos.

A graduação dos alunos ingressantes no Doutorado tem como maior incidência o curso de Pedagogia (36,8%), seguido pelo curso de Educação Física (24,6%), Letras Vernáculas (10,5%) e História (5,3%). Entre outros cursos estão Ciências Sociais, Matemática, Geografia e Psicologia. A maioria dos alunos concluiu a sua graduação em instituições federais de ensino superior (39,5%). Em instituições estaduais graduaram-se 36,8% e o restante (23,7%) concluiu a graduação em instituições privadas, centros universitários ou fora do Brasil. Do total de alunos, 20% tiveram bolsa de iniciação científica durante a graduação.

Grande parte dos alunos de Doutorado realizaram o curso de Mestrado no Brasil (88,1%). Do total, 63,5% concluíram o curso em uma universidade federal, 25,2% concluíram o Mestrado em uma universidade estadual e os demais concluíram em instituições privadas, centros universitários ou fora do Brasil. Bolsas de pesquisa foram concedidas à 38,3% dos doutorandos durante o curso de Mestrado. A média de tempo transcorrido entre o fim do Mestrado e o início do Doutorado é de quase 4 anos, sendo que 16,6% dos doutorandos ingressaram no curso logo após terem concluído o Mestrado.

Com relação ao vínculo empregatício, 22,8% não possuíam emprego no momento da pesquisa, sendo que 20,2% dos alunos tiveram bolsas de pesquisa concedidas quando iniciaram o curso de Doutorado. Daqueles que possuem emprego, 36,8% são professores do Ensino Superior Público e 26,3% são professores do Ensino Público Básico. Ainda há os professores do Ensino Superior Privado (3,5%) e Técnicos da Educação Básica (1,8%). O restante dos alunos tem empregos diversos como servidores públicos e técnicos administrativos. Entre os alunos com emprego, 28,1% recebem liberação integral para se dedicar ao curso, 9,6% recebem liberação de 20 horas semanais, 17,5% recebem liberações em turnos de aulas e 22,8% não recebem liberação.

No que diz respeito à produção científica dos doutorandos, 87% deles apresentaram alguma comunicação científica em eventos da sua instituição durante o Mestrado, 86% apresentaram em eventos de instituições científicas regionais ou nacionais – individual (61,7%) e em parceria (24,3%) – e 77,4% apresentaram em eventos promovidos por instituições científicas regionais ou nacionais depois de concluir o Mestrado – individual (59,1%) e em parceria (18,3%). Ainda, 40,8% dos doutorandos publicaram livro ou capítulo de livro, 42,6% publicaram artigos em revistas científicas locais e 44,4% publicaram artigos em revistas científicas regionais ou nacionais.

E por fim, a ideia de complementar os estudos fora do país se mostrou ser bem requisitada, já que 82,5% dos doutorandos responderam que pretendiam realizar a complementação de estudos com estágio do tipo bolsa-sanduíche, sendo Portugal e Espanha os destinos mais escolhidos (41,7%). Aqueles que não se interessam pela bolsa-sanduíche alinham a falta de interesse com o fato de ter obrigações familiares (14,8%), não ter como se desvincular do emprego (1,7%) e dificuldades com a língua estrangeira (0,9%).

 

Perfil dos alunos ingressantes no período 2009-2012:

 

Mestrado

Os alunos ingressantes no Mestrado, nesse período, são predominantemente do sexo feminino (72,0%) contra 28,0% do sexo masculino. São solteiros em sua maioria (56,2%), os residentes em Salvador representam 79,8% e interior da Bahia outros 16,0%. Os demais vêm de fora da Bahia. A média de idade dos mestrandos é de 33,4 anos, contudo, metade dos alunos tem idade inferior a 31 anos.

No que diz respeito à formação graduada, 46,3% a fizeram em Pedagogia; 12,4% em Educação Física; 7,4% em Letras Vernáculas; História e Filosofia aparecem cada uma com 5,0% dos ingressantes. Os outros 24% dos alunos se distribuem entre 17 cursos. Os mestrandos fizeram suas graduações, majoritariamente, nas instituições federais de ensino superior (52,5%); outros 22,5% estudaram em universidades estaduais e 15,8% cursaram suas graduações nos institutos federais de educação tecnológica. Os demais alunos vieram de instituições privadas.

A pesquisa de perfil mostrou uma importante contribuição da iniciação científica (IC) na antecipação da formação pós-graduada stricto sensu – Mestrado. Em média, 2 anos após a conclusão da graduação, os egressos de IC entram no Mestrado. Este tempo é quatro vezes maior para aqueles que não fizeram IC (8,9 anos). Os dados mostram ainda que 28,2% dos egressos de IC entraram imediatamente no Mestrado e outros 23,1% entraram depois de 1 ano de conclusão da graduação. Entre os ingressantes que não fizeram IC, somente 2,5% entraram imediatamente no mestrado após a graduação e outros 6,3% esperaram mais 1 ano. Do universo dos mestrandos, 32,5% fizeram IC contra 67,5% que não tiveram esta experiência.

No tocante à produção científica, a apresentação de comunicações em eventos da própria instituição onde fez a graduação representa o meio de veiculação mais significativo dos ingressantes; 62,0% deles revelaram ter apresentado trabalhos nestes eventos locais, contra 31% que não apresentaram; 42% apresentaram trabalhos em eventos no seu próprio estado e 54% veicularam algum trabalho em eventos regionais e nacionais. A veiculação de artigos em periódicos é pouco expressiva: 34,8% publicaram algum texto em revistas ou coletâneas locais e um percentual ainda bem menor (23,2%) publicou em revistas regionais e nacionais.

 

Doutorado

Dos doutorandos que responderam a pesquisa de perfil, 77,7% são do sexo feminino contra 22,3% que são do sexo masculino; ou seja, a distribuição dos alunos por sexo é e mesma entre mestrandos e doutorandos. O percentual de casados, contudo, é maior que no Mestrado. São 44,6% de casados contra 42,4% de solteiros; os doutorandos são, em sua maioria (59,6%) residentes em Salvador; outros 27,7% são do interior da Bahia. Somente 13% deles são de outros estados, mas este percentual é bem mais expressivo que no Mestrado. A média de idade do ingressante no curso de Doutorado é de 38,8 anos.

Entre as graduações mais frequentes dos doutorandos, Pedagogia é a moda com 36,2%; em seguida aparecem os cursos de Educação Física (11,7%), Psicologia (7,4%), História e Letras com 6,4% cada. Estas graduações dos doutorandos foram realizadas em instituições federais de ensino superior por 39,8% dos ingressantes; outros 25% cursaram as graduações nas universidades estaduais e 20,5% nos institutos federais de educação tecnológica. Somente 14,8% dos doutorandos estudaram suas graduações em instituições privadas.

Os cursos de Mestrados foram realizados predominantemente (64,9%) nas universidades federais; 14,9% nos institutos federais de educação e 12,8%, nas universidades estaduais. Somente 6,4% dos doutorandos fizeram seus mestrados em instituições particulares. O tempo entre a conclusão do Mestrado e o início do Doutorado é bastante variável; 21,5% deram continuidade direto – mestrado/doutorado. Metade dos doutorandos conseguiu começar o curso antes de completar 2 anos de término do mestrado.

Com relação ao trabalho, 41,5% dos doutorandos são professores universitários, 13,8% são professores da educação básica; 10% são exclusivamente bolsistas. Um percentual de 30,4% tem liberação integral para realizar o Doutorado, 21,7% tem liberação nos turnos de aula, 14,1% tem liberação de 20 hs semanais e 16,3% não têm nenhuma liberação do empregador para realizar o curso. Entre os doutorandos, 42,4% tiveram bolsas no Mestrado e 27,2% tiveram bolsa de iniciação científica, percentual este inferior ao do Mestrado (32,5%).

A veiculação da produção científica dos doutorandos também obedece ao mesmo perfil dos mestrandos; ela está fortemente concentrada em eventos e menos em periódicos, e circula mais nos veículos locais que regionais e nacionais; 86,4% dos doutorandos divulgaram alguma comunicação em eventos de sua instituição durante a realização do Mestrado; 80,9% apresentaram trabalhos em eventos no seu estado e 82,6% apresentaram comunicações em eventos regionais e nacionais durante o Mestrado. A veiculação em periódicos cai significativamente. Nas revistas ou coletâneas locais durante o mestrado, 72,5% afirmam que tiveram textos divulgados, depois do Mestrado este percentual cai para 60,8%. A publicação em revistas nacionais e regionais durante o Mestrado (35,7%) e depois do Mestrado (52,0%) é ainda mais baixa.

Como o PPGE e a UFBA vêm encorajando os doutorandos à realização de estágios sanduíches, no exterior, investigamos ainda o interesse e possibilidades destes alunos; 21% deles não teriam como se afastar do Brasil por dificuldades com o trabalho ou com a família. Outros 44% têm interesse na realização deste intercâmbio internacional em Portugal ou Espanha e 22,5% revelam interesse por outros países. Como se vê, a Península Ibérica é o destino preferido para a realização deste intercâmbio e a falta de domínio de idioma continua sendo a principal razão (54%) que impede a escolha de países como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e Itália. .